Criminosos aplicam phishing por SMS, criam processos falsos e usam sites clonados para enganar vítimas em todo o Brasil
Uma nova campanha de golpes digitais tem preocupado especialistas em segurança e usuários em todo o país. Cibercriminosos estão utilizando bancos de dados com CPFs vazados para aplicar fraudes por meio do Pix, se passando por órgãos do Judiciário brasileiro.
O esquema começa com o envio de mensagens SMS que simulam comunicações da Justiça Federal. No conteúdo, a vítima é alertada sobre supostas irregularidades em seu CPF e ameaçada com o bloqueio de bens e contas bancárias caso não regularize a situação imediatamente.
O tom de urgência é o principal recurso usado para pressionar o usuário a agir sem verificar a veracidade da informação.

🔐 Como funciona o golpe do falso processo judicial
Assim como em ataques tradicionais de phishing, os criminosos utilizam técnicas de engenharia social para convencer a vítima a clicar em um link malicioso, geralmente disfarçado como um endereço seguro, como “hxxps://pagamento-seguro.pro”.
Ao acessar o site, o usuário é direcionado para uma página que imita o visual do portal oficial do Poder Judiciário. A partir daí, começa o processo de coleta de dados pessoais e financeiros.
A página solicita o CPF da vítima e, ao ser preenchido, retorna informações reais, como nome completo e data de nascimento, aumentando a sensação de legitimidade da cobrança.
⚖️ Multa falsa e pressão psicológica
Para reforçar o golpe, o site exibe um número de processo judicial fictício, simulando uma ação oficial contra o cidadão. Em seguida, é solicitada uma multa superior a R$ 800, com pagamento via Pix.
Além disso, há um temporizador de 10 minutos para concluir a transação, criando um forte senso de urgência. Essa pressão psicológica faz com que muitas vítimas realizem o pagamento sem questionar a autenticidade da cobrança.
🕵️ Tentativa de ocultar rastros financeiros
Com o objetivo de dificultar investigações, os criminosos dividiram o processamento dos pagamentos entre diferentes plataformas. Parte das transações era direcionada pelo sistema FusionPay para uma empresa em Brasília, enquanto outra parcela seguia pelo FusionPayBR/7Trust para Goiânia.
Essa estratégia buscava dificultar o rastreamento do dinheiro e garantir que o esquema continuasse ativo mesmo em caso de bloqueios bancários.
No entanto, a operação acabou sendo descoberta após os hackers deixarem logs de servidores acessíveis publicamente. Isso permitiu que especialistas identificassem as fraudes em tempo real e tivessem acesso a registros completos de transferências e chaves de API.

⚠️ Como se proteger de golpes semelhantes
Especialistas reforçam algumas recomendações importantes:
- Desconfie de mensagens com tom de urgência excessivo;
- Nunca clique em links recebidos por SMS ou e-mail sem verificar a origem;
- Consulte diretamente sites oficiais do governo;
- Não informe dados pessoais em páginas suspeitas;
- Em caso de dúvida, procure seu banco ou um órgão oficial.
A atenção e a verificação de informações continuam sendo as principais formas de evitar prejuízos financeiros.

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